Tirei alguns dias de folga, um lugar vazio, onde havia sol, mar e uma ventania um pouco incomodativa, mas que me fazia pensar, esqueci os problemas e foquei mais em ficar com o tempo e a paz que eu possuía, tanta coisa eu pensei, tanta coisa tentei relevar, tanta coisa tentei esquecer e em um piscar de olhos, lá estava ele, sorrindo gentilmente, fazia muito tempo desde a ultima vez que nos vimos, fiquei surpresa com tão inesperada presença. Ele tinha um olhar alegre e aconchegante, quebrei o silêncio perguntanto o motivo de sua visita, então ele me disse que eu estava bem, estava feliz, algo que ele não sentia em mim fazia um tempo e então resolveu aparecer para dizer que eu não estava sozinha, mas disso eu já sabia. Era tão dificil, eu estava apaixonada e ele também por mim, mas éramos impedidos, nossas almas não tinham como se juntar, afinal quem é a maluca que se apaixona ppr um anjo da guarda? Derepente os olhos de Aniel se tornaram tristes e antes que eu pudesse perguntar, ele confessou, disse que se sentia fraco com relação a mim, que não aguentava mais toda aquela distância e disse que pensava em desistir de tudo por mim, mas eu não podia deixar ele desistir do céu para passar a eternidade vagando sem rumo na escuridão. Eu queria ele pra mim, mas era melhor a alma dele intacta e salva. Estavamos a pouca distância, aquela vontade louca de beija-lo ardia em meus lábios, quando me aproximei ele estava me fitando, inocente? Não se sabe. Aspirava seu hálito doce e aquilo me deixava tonta, era tão viciante, fechei os olhos enebriada com ele, mas no final das contas eu sabia, eu tinha total certeza que era impossivel o que eu tinha em mente. Ele parecia feliz e me disse que tinha que ir, mas que um dia iria resolver todos nossos problemas e murmurando disse: "A felicidade está próxima para nós". Ah, como eu queria Aniel comigo, como eu queria aquele ser com asas brilhantes e olhos penetrantes,aquele que sem querer me deixava embriagada. Eu passava a odiar aquele vazio, aquela vida sem meu anjo, mas ao mesmo tempo preferia assim, pois me conheço e sei que não me controlaria, seria pavoroso acabar com a virtude de Aniel, pelo menos assim nós dois estavamos "seguros", mesmo com minha alma entristecida. Era doloroso e deprimente viver sem ele e o pior de tudo, viver sem ele era solitário. Aquela saudade que eu pensei que havia se dissolvido aumenta cada vez mais formando coágulos que corroem meu corpo e minha alma.

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